CST e CSOSN: diferenças, exemplos e cuidados | FideFlow
INTELIGÊNCIA TRIBUTÁRIA

CST e CSOSN: diferenças, exemplos e cuidados

CST e CSOSN identificam situações tributárias; neste guia, o foco é o ICMS. A escolha precisa considerar o Código de Regime Tributário (CRT) do emitente e a operação. Copiar o código informado pelo fornecedor para uma venda própria não é uma regra segura de preenchimento.

Qual é a diferença entre CST e CSOSN?

CampoO que observar
CST do ICMSIdentifica a situação tributária do ICMS. Confira o código e a origem da mercadoria nos campos correspondentes.
CSOSNCódigo de três dígitos da situação da operação no Simples Nacional, aplicado conforme CRT e regras do documento.
CRTIdentifica o regime tributário do emitente e participa das regras de validação do preenchimento.

A sigla CST também aparece em outros tributos. Confira sempre o grupo do imposto antes de interpretar um código: uma explicação sobre ICMS não deve ser aplicada automaticamente a PIS, Cofins ou IPI.

Exemplos de CSOSN: 101, 102 e 500

O Anexo do Ajuste SINIEF 3/10 descreve os códigos. Entre os exemplos, 101 trata de operação no Simples com permissão de crédito; 102, de operação sem essa permissão; e 500, de ICMS anteriormente recolhido por substituição tributária ou antecipação. Essa síntese não substitui as condições de enquadramento de cada código.

O CSOSN não é uma alíquota do PGDAS. Escolher 101 ou 102 exige analisar a operação, e não apenas trocar o número para que a nota seja autorizada.

Por que “Simples usa CSOSN” exige contexto?

Confira o CRT efetivo, incluindo a situação de excesso de sublimite, em vez de usar apenas a descrição comercial do regime. Para MEI, a NT 2024.001 v1.20 trata do CRT 4 e de regras específicas de preenchimento.

A mesma nota técnica registra uma exceção à rejeição de CST para CRT 1 ou 4 nos códigos de tributação monofásica de combustíveis 02, 15, 53 e 61. Portanto, afirmar que um emitente do Simples nunca informa CST de ICMS seria impreciso. Confira a regra aplicável à operação e ao modelo de documento.

Existe tabela de conversão automática de CST para CSOSN?

Não há uma equivalência universal que permita transformar o código da compra no código da venda. O XML recebido descreve a operação do fornecedor. Na sua operação, confira regime, produto, origem, destino, finalidade, CFOP e tratamento tributário aplicável.

Exemplo de revisão: encontrar CST 00 na nota de compra não determina, sozinho, CSOSN 102 na revenda. Registre a situação analisada e a orientação fiscal antes de cadastrar uma regra. O exemplo não recomenda um código para uma operação concreta.

Como configurar e revisar a automação no ERP

  1. Confirme o CRT e o cadastro fiscal da empresa.
  2. Defina operações representativas com o responsável fiscal.
  3. Revise os parâmetros do produto e da operação, incluindo exceções.
  4. Confira os campos gerados e os retornos do documento.
  5. Registre quem aprovou a regra e quando ela precisa ser revista.

Ao avaliar o FideFlow, peça uma demonstração das regras disponíveis e de como corrigir uma exceção. Importar XML não comprova conversão tributária correta, e autorização da NF-e não dispensa revisão do enquadramento. Veja também o roteiro de conferência de XML.

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Perguntas frequentes sobre CST e CSOSN

CSOSN tem três ou quatro dígitos?

O CSOSN tem três dígitos, como 101, 102 e 500. Não confunda o código com a origem da mercadoria ou com uma apresentação que combine informações em uma mesma coluna.

Toda empresa do Simples Nacional usa sempre CSOSN?

A regra precisa ser conferida com o CRT, o documento e a operação. Considere situações como excesso de sublimite, MEI e exceções de tributação monofásica de combustíveis. O nome do regime, sozinho, não resolve todas as hipóteses.

Posso converter CST 00 diretamente em CSOSN 102?

Não existe essa equivalência universal. O código da venda depende do enquadramento do emitente e da operação realizada. Confira as condições com o responsável fiscal antes de configurar uma regra no ERP.

A autorização da NF-e comprova que a tributação está correta?

A autorização não substitui a revisão do enquadramento tributário. Confira os dados e a regra fiscal aplicada, além dos retornos técnicos do documento.