Split payment na reforma tributária | Flow Fiscal
INTEGRAÇÃO BANCÁRIA & FISCAL

Split Payment na Reforma Tributária: Como Funciona o Recolhimento Automático

Split Payment, no contexto da reforma tributária, é o mecanismo de separação e recolhimento de IBS e CBS na liquidação financeira da transação. Para a empresa, o tema envolve a identificação dos pagamentos e a conferência do que foi destinado ao tributo e ao recebimento.

1. Como funciona e qual é a base legal

A LC 214/2025, em sua redação atualizada, trata do mecanismo nos artigos 31 a 35. Prevê procedimentos padrão e simplificado e atribui a atos conjuntos do CGIBS e da Receita Federal a implementação gradual.

Isso não comprova que a retenção já esteja ativa em todo Pix, cartão ou outro pagamento. Confira o calendário aplicável, o arranjo utilizado e as condições informadas pelo prestador antes de projetar os recebimentos.

Pagamento da operação Liquidação com separação do tributo Recolhimento e valor destinado ao recebedor

O fluxo acima é conceitual. Não representa uma alíquota, a operação de um banco específico ou uma integração disponível no FideFlow.

2. Publicação técnica e disponibilidade operacional

O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 2, de 27 de maio de 2026, autorizou a publicação do Manual de Integração e do Swagger da Plataforma Pública do Split Payment. Consulte esse ato e as atualizações na página de legislação da Receita Federal.

A publicação de documentação técnica permite preparar integrações; não é, isoladamente, evidência de ativação para a conta da empresa. Peça ao prestador de pagamento o escopo atendido, a data aplicável e o procedimento de teste.

3. O que avaliar no fluxo de caixa

  • Disponibilidade dos recursos: simule como uma parcela destinada ao tributo altera os valores disponíveis nas datas de pagamento de fornecedores e despesas.
  • Conciliação: separe valor da operação, tarifas, tributos e valor creditado. Uma diferença no extrato precisa ser explicada antes de ser tratada como erro.
  • Créditos e devoluções: confirme as condições aplicáveis com a contabilidade. Não inclua compensações ou ressarcimentos na previsão como entradas garantidas.
  • Parcelas e ajustes: confira como o prestador identifica cada liquidação, estorno e correção e como a equipe acompanha as pendências.

4. Exemplo de conferência financeira

Exemplo fictício, sem indicar alíquota legal: em uma liquidação de R$ 1.000, o demonstrativo informa R$ 100 destinados a tributos e R$ 20 de tarifas. O recebimento esperado nesse exemplo é R$ 880. Se o extrato apresentar outro valor, localize a diferença no demonstrativo antes de ajustar o lançamento.

O objetivo é conferir a composição do recebimento. Na operação real, use os valores e identificadores informados pelos sistemas envolvidos e verifique o tratamento tributário com o responsável fiscal.

5. Como preparar a equipe e avaliar o ERP

  1. Liste os meios de pagamento usados pela empresa e os prestadores responsáveis.
  2. Confirme disponibilidade, requisitos e dados fornecidos para a conciliação.
  3. Teste um cenário representativo e registre o resultado esperado, o retorno e a diferença encontrada.
  4. Defina quem acompanha pendências e quem aprova correções no fechamento.
  5. Solicite ao fornecedor do ERP uma demonstração do cenário atendido pela versão instalada.

Ao avaliar o FideFlow, confirme separadamente gestão documental, emissão e integrações financeiras. Este artigo explica o tema e a preparação da empresa; não comprova uma integração de Split Payment em produção.

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