Como emitir nota fiscal por API: passo a passo | FideFlow Ir para o conteúdo

Como emitir nota fiscal por API

Para emitir nota fiscal por API, a empresa precisa estar habilitada a emitir o documento na SEFAZ ou no município, ter um certificado digital A1 e testar a integração em homologação. Depois, a sua aplicação envia cada venda ou serviço em JSON; a API transmite ao autorizador e devolve o protocolo e os arquivos, que você guarda e entrega ao cliente.

6 min de leitura Atualizado em Versão em Markdown

Disponibilidade no Flow Fiscal

Este guia explica regras fiscais gerais. Para integrar o produto, siga o contrato e as capacidades da API: CT-e, CT-e OS e MDF-e atendem o modal rodoviário; contingência off-line somente de NFC-e em SP; as demais modalidades e os eventos não listados no contrato não estão habilitados.

O que você precisa antes de integrar

  • CNPJ com inscrição estadual ativa para NF-e, NFC-e e CT-e, ou inscrição municipal para NFS-e.
  • Habilitação para emitir o documento na SEFAZ da UF. Em várias UFs o credenciamento é automático; em outras, é pedido no portal da SEFAZ.
  • Certificado digital ICP-Brasil A1 válido, com a raiz do CNPJ do emitente. Veja o guia do certificado A1.
  • Regime tributário e regras de tributação definidos com a contabilidade: CFOP, CST ou CSOSN, NCM, alíquotas e, a partir de 2026, CST e cClassTrib de IBS e CBS.
  • Série e próximo número de cada documento. Quem migra de outro emissor continua do último número usado.
  • Para NFC-e, o CSC de homologação e o de produção, onde a versão do QR Code usa CSC. Para NFS-e, habilitação no emissor nacional (o MEI já emite por ele) e confirmação de que o município e a operação estão cobertos.

Passo a passo da integração

  1. Cadastre o emitente

    CNPJ, inscrições, regime tributário, séries e o certificado A1 com a senha.

  2. Emita em homologação

    Repita cada operação real da empresa no ambiente de testes, com os textos obrigatórios de homologação.

  3. Trate cada retorno

    Autorizada, rejeitada ou sem resposta: cada situação pede uma ação diferente, descrita abaixo.

  4. Guarde XML e protocolo

    O XML autorizado é o documento fiscal e precisa ficar guardado pelo prazo legal.

  5. Entregue ao cliente

    O destinatário recebe o XML e o documento auxiliar: DANFE, DANFE NFC-e, DACTE ou DANFSe.

  6. Vire para produção

    Troque o ambiente, use o CSC de produção na NFC-e, confira série e numeração e acompanhe as primeiras notas.

  7. Registre os eventos

    Consulte os eventos habilitados para cada modelo no guia de integração. A API oferece cancelamento, CC-e, inutilização ou encerramento conforme o modelo; substituição de NFS-e e cancelamento por substituição de NFC-e não estão habilitados nesta versão.

Como tratar cada retorno

Situação O que significa O que fazer
Autorizada O Fisco aceitou e o documento tem validade jurídica. Na NF-e, cStat 100. Guardar o XML, entregar ao cliente e seguir com o faturamento.
Rejeitada O Fisco recusou o pedido. O código diz se é erro nos dados ou documento que já existe. Em duplicidade, consultar a chave e recuperar a autorização existente. Nos demais casos, corrigir o dado e reenviar; o mesmo número pode ser usado.
Sem resposta A conexão caiu ou o tempo esgotou. Não se sabe se a nota chegou. Consultar pela referência ou pela chave antes de qualquer reenvio.
Autorizador fora do ar A SEFAZ não responde por indisponibilidade. Aguardar ou entrar em contingência, conforme o documento.

Na NF-e, a irregularidade cadastral do emitente ou do destinatário passou a gerar rejeição com a NT 2024.001; antes, gerava denegação. Retornos antigos com denegação continuam sendo registros históricos.

Como evitar nota em duplicidade

A duplicidade nasce quase sempre de um reenvio feito quando a primeira tentativa já tinha sido autorizada, mas a resposta não chegou. Três hábitos evitam o problema:

  • Mande uma referência única por operação, como o número do pedido, e use a mesma referência em toda nova tentativa.
  • Depois de um tempo esgotado, consulte a situação antes de reenviar.
  • Não troque o número da nota para contornar uma rejeição ou uma resposta que não chegou: isso pode gerar um segundo documento autorizado para a mesma operação. A rejeição 539 aparece quando o mesmo emitente, modelo, série e número voltam com outra chave de acesso.

Guarda e entrega dos arquivos

Na NF-e, na NFC-e e no CT-e, guarde o XML autorizado com o protocolo; na NFS-e nacional, o XML da nota gerada pela Sefin Nacional a partir da DPS. DANFE, DANFE NFC-e, DACTE e DANFSe são representações auxiliares. A guarda e a entrega seguem as regras de cada documento e de cada participante. Veja por que o XML precisa ficar guardado por 5 anos.

Perguntas frequentes

Emitir por API é diferente de emitir pelo portal da SEFAZ?

O documento é o mesmo, com a mesma validade. A API tira a digitação do caminho: o seu sistema envia os dados de cada operação e recebe o resultado sem intervenção manual.

Posso emitir notas de vários CNPJs?

Sim. Cada emitente tem cadastro, séries e certificado próprios. Na NF-e, o certificado da matriz assina as notas das filiais quando a raiz do CNPJ é a mesma.

O que fazer quando a nota é rejeitada?

Ler o código e o motivo. Se for duplicidade, consultar a situação do documento antes de reenviar. Nos demais casos, corrigir o dado e reenviar com o mesmo número. As rejeições mais comuns têm páginas próprias com causa e correção.

Preciso enviar o XML ao cliente?

Na NF-e e no CT-e, sim: o emitente encaminha o XML autorizado ao destinatário ou ao tomador, ou o deixa disponível para download, e é dele que a contabilidade do cliente precisa. O documento auxiliar sozinho não substitui o arquivo.

Fontes oficiais

Sua nota
flui daqui.

No teste grátis do Flow Fiscal, a API de emissão vem completa, sem contratar; depois do teste, requer plano Flow Fiscal ativo e o opcional de emissão contratado. Exige certificado A1 válido e vínculo autorizado de cada CNPJ. CT-e, CT-e OS e MDF-e atendem o modal rodoviário; NFS-e segue o padrão nacional e os requisitos do município. Consulte as capacidades do emitente antes de transmitir.

Adicional de R$ 29,90/mês, além do plano Flow Fiscal. 300 autorizações em produção por contratante e ciclo mensal, compartilhadas entre CNPJs; excedente automático de R$ 0,50 por autorização. Cancelamento posterior não estorna consumo. Ver condições.