Guia prático para emitir o Conhecimento de Transporte Eletrônico (modelo 57): cadastro, tomador, CFOP, chaves de NF-e, XML 4.00 e DACTE.
Tags XML envolvidas:
<ide> <toma3> <toma4> <infCarga> <infNFe> <vTPrest> <imp>O CT-e, Conhecimento de Transporte Eletrônico, é o documento fiscal do modelo 57 que acoberta a prestação de serviço de transporte de cargas. Sem ele, a mercadoria não circula com validade perante a SEFAZ e o tomador não tem XML para crédito de ICMS nem para conferir o frete. Este guia descreve o fluxo de emissão no layout 4.00 (PL_CTe_400): cadastro do emitente, partes da operação, carga, componentes do frete, transmissão e impressão do DACTE.
Antes de transmitir o primeiro lote, a transportadora precisa de inscrição estadual ativa, credenciamento para CT-e na UF do emitente, certificado digital A1 ou A3 e numeração de série controlada. O ambiente de homologação (tpAmb=2) serve para validar schema e regras; produção (tpAmb=1) é o talão real. Misturar os dois ambientes gera rejeição de tipo 252. No FideFlow a série de homologação e a de produção ficam isoladas.
O XML do CT-e começa no grupo ide: código da UF, CFOP, natureza da prestação, modelo 57, série, número, tipo de emissão, tipo do CT-e (normal, complemento, anulação, substituto), município de início e de fim, e a data e hora da emissão. Em seguida vêm emit, rem, exped, receb, dest e o tomador. O tomador é quem paga o frete: remetente, expedidor, recebedor, destinatário ou outros. Esse campo define CFOP, destaque de ICMS e o CNPJ que depois recebe o documento no DistDFe.
A carga entra em infCarga: valor da carga, produto predominante, outras características e as medidas (peso, m³, unidades). Os documentos transportados entram como chaves de NF-e em infNFe, ou como infOutros quando não há nota. Esquecer a chave da NF-e é o erro que mais quebra a conciliação no destino: o tomador não consegue amarrar frete e mercadoria. O FideFlow grava essas chaves e, no recebimento, cruza com o manifesto de NF-e.
O valor da prestação (vTPrest) é a soma dos componentes: frete valor, frete peso, pedágio, GRIS, ad valorem, despacho e outros. O valor a receber (vRec) pode diferir se houver adiantamento. O grupo imp traz o ICMS do serviço (CST 00, 20, 40, 41, 51, 60, 90 ou CSOSN no Simples). Totais do item e do documento precisam fechar o centavo. Divergência de um real entre componentes e vTPrest é rejeição clássica de schema ou de regra de negócio.
O modal (rodoviário, aéreo, aquaviário, ferroviário ou dutoviário) tem grupo próprio. No rodoviário entram RNTRC, placa, UF do veículo e, quando exigido, CIOT e vale-pedágio. Veículo e motorista precisam existir no cadastro antes da emissão. Natureza da operação no FideFlow é nullable: se estiver vazia, o XML usa a descrição padrão da prestação para não quebrar o XSD.
Depois de montar o XML, o emissor assina com o certificado, valida o XSD e envia ao autorizador (SEFAZ da UF ou SVRS, conforme o estado). O retorno traz cStat e xMotivo. Autorização gera protocolo e a chave de 44 dígitos. Rejeição não consome o número se o lote não foi gravado; timeout exige consulta da chave antes de reenviar, para não cair em duplicidade. O DACTE é o documento auxiliar que acompanha a carga: ele não substitui o XML.
Transportadoras que emitem dezenas de CT-e por dia ganham tempo com pré-validação: IE do tomador, CFOP compatível com o município de início e fim, chave de NF-e com 44 dígitos e totais fechados. O FideFlow emite o modelo 57, guarda XML e PDF em storage seguro por empresa e permite cancelamento e carta de correção no mesmo painel. Quem só toma o serviço usa a captura DistDFe da landing /ctes, sem emitir.
Checklist rápido antes do envio: (1) IE e CNPJ do emitente iguais ao certificado; (2) tomador correto e, se for “outros”, grupo toma4 completo; (3) CFOP 5xxx intramunicipal/interestadual de transporte coerente com as UFs; (4) pelo menos uma chave de NF-e ou infOutros; (5) vTPrest igual à soma dos componentes; (6) modal e veículo preenchidos; (7) ambiente certo. Falhou algum item, corrija o cadastro e regenere o XML — não edite o arquivo assinado à mão.
Depois da autorização, arquive o XML por cinco anos, envie o DACTE ao motorista e, se a viagem exigir, emita o MDF-e consolidando os CT-e do veículo. O tomador vai receber o documento no DistDFe. Se o valor divergir da tabela de frete, ele pode registrar desacordo em até 45 dias. Emitir certo na origem reduz contestação, glosa de crédito e retrabalho de CCe.
| Campo | Detalhe |
|---|---|
| Modelo | 57 (carga) |
| Layout | 4.00 / PL_CTe_400 |
| Tomador | 0 remetente, 1 expedidor, 2 recebedor, 3 destinatário, 4 outros |
| Documento auxiliar | DACTE |
<CTe xmlns="http://www.portalfiscal.inf.br/cte">
<infCte Id="CTe35260800000000000000570010000000011234567890" versao="4.00">
<ide>
<mod>57</mod>
<tpCTe>0</tpCTe>
<toma3>
<toma>0</toma>
</toma3>
<CFOP>5353</CFOP>
</ide>
<infCTeNorm>
<infCarga>
<vCarga>10000.00</vCarga>
<proPred>Pecas</proPred>
</infCarga>
<infDoc>
<infNFe>
<chave>35260800000000000000550010000000011234567890</chave>
</infNFe>
</infDoc>
</infCTeNorm>
<vPrest>
<vTPrest>1500.00</vTPrest>
<vRec>1500.00</vRec>
</vPrest>
</infCte>
</CTe>
Confirme IE ativa, credenciamento de CT-e na UF, certificado A1 e a série de produção. Teste primeiro em homologação.
Remetente, destinatário, expedidor, recebedor e o tomador (0 a 4). Sem tomador correto o CFOP e o DistDFe saem errados.
Valor da carga, peso ou volume e as chaves de 44 dígitos das notas transportadas.
Some os componentes em vTPrest, preencha vRec e o grupo de imposto com CST/CSOSN da operação.
Assine, valide o XSD e envie ao autorizador. Em timeout, consulte a chave antes de reenviar.
O DACTE segue com a carga. O XML autorizado fica na guarda de cinco anos e no inbox do tomador.
Modelo 57. O CT-e OS (outros serviços, como passageiros e valores) é o modelo 67 e tem layout próprio.
Sim. A assinatura do XML e a transmissão à SEFAZ exigem A1 ou A3 do CNPJ emitente.
Não. O DACTE é o documento auxiliar impresso. A validade fiscal está no XML autorizado e no protocolo.
Só quando a operação não transporta NF-e e o grupo infOutros estiver correto. Na carga típica a chave é obrigatória.
Sim. Emissão do modelo 57 para a transportadora e DistDFe de CT-e recebido para o tomador, no mesmo ERP.
Receber CT-e no FideFlow Baixar XML de CT-e CT-e OS modelo 67 Obrigatoriedade do MDF-e consultar CT-e pela chave cancelar CT-e carta de correção CT-e tomador do CT-e desacordo CT-e CT-e complementar CT-e vs MDF-e