Guia CT-e

Como emitir CT-e (modelo 57) passo a passo

Guia prático para emitir o Conhecimento de Transporte Eletrônico (modelo 57): cadastro, tomador, CFOP, chaves de NF-e, XML 4.00 e DACTE.

Publicado pela FideFlow. Revisado em .

Tags XML envolvidas:

<ide> <toma3> <toma4> <infCarga> <infNFe> <vTPrest> <imp>

Para emitir CT-e de carga, modelo 57, confirme o credenciamento, configure um emissor compatível, preencha a prestação, assine e transmita o XML e confira a autorização. Este guia explica esse processo; não é uma oferta de emissão pelo Flow Fiscal. A página pública do FideFlow ERP apresenta uma prévia em desenvolvimento, sem acesso ou contratação liberados.

O CT-e documenta a prestação de transporte; não substitui a nota fiscal da mercadoria. Antes de escolher o documento, identifique a operação e as exigências aplicáveis na UF. O modelo 57 trata de carga; o CT-e OS, modelo 67, tem regras próprias. Não deduza obrigação de emitir, crédito tributário ou regularidade da operação apenas da existência de um XML.

Confirme a habilitação do estabelecimento na SEFAZ e a situação cadastral exigida para sua operação. No fluxo convencional de emissão, o MOC prevê certificado ICP-Brasil A1 ou A3. Verifique validade, titularidade e compatibilidade com o emissor. A capacidade de usar A3 em um emissor não comprova que o Flow Fiscal aceite esse certificado para captura de documentos recebidos.

Separe homologação e produção: tpAmb=2 identifica testes e tpAmb=1 identifica produção. Endpoint e ambiente declarado devem corresponder; o MOC associa a divergência à rejeição 252. O leiaute 4.00 é uma base que recebe atualizações. Confira também as notas técnicas e schemas vigentes no portal oficial, inclusive o cronograma de cada mudança, antes de transmitir.

Preencha emitente, partes, tomador, municípios, documentos da carga e valores conforme a prestação. O tomador não determina sozinho CFOP ou tributação. Confira o grupo de imposto próprio do CT-e; não copie automaticamente o preenchimento de CSOSN de uma NF-e. O MOC 4.00 retirou o CT-e de anulação. Complemento e substituição são procedimentos distintos e dependem dos requisitos aplicáveis.

Antes do envio, revise a identificação das partes, os documentos referenciados e os valores com os responsáveis pela operação. Gere o XML pelo emissor, valide o schema e a assinatura e transmita ao autorizador correto. A validação estrutural não comprova o enquadramento tributário. Leia o código e o motivo retornados; a emissão só deve ser tratada como autorizada depois de conferir o resultado e o protocolo.

Se houver rejeição, use o motivo retornado para corrigir a origem dos dados e gere novamente o documento. Se a resposta não chegar, consulte a situação antes de repetir a transmissão: falta de resposta não prova que a SEFAZ recusou o CT-e. Não altere manualmente um XML já assinado nem trate uma cópia de exemplo como documento autorizado.

O DACTE é a representação auxiliar do CT-e e permite consultar o documento pela chave. Preserve o XML autorizado, o protocolo e os eventos necessários à conferência. Combine a guarda e a entrega dos arquivos com o responsável fiscal conforme as obrigações aplicáveis; não adote um prazo universal contado apenas da emissão. Avalie separadamente as regras do MDF-e e os eventos posteriores da prestação.

Para avaliar um emissor, peça uma demonstração do fluxo necessário: cadastro, autorização, tratamento de rejeição, consulta após falha de comunicação e exportação. Confirme modelo, modal, certificado e ambiente atendidos. Se sua necessidade for conferir CT-e recebido, consulte o escopo e os requisitos atuais do Flow Fiscal. Captura documental e emissão são tarefas diferentes e não devem ser contratadas como se fossem equivalentes.

Quadro-resumo

CampoDetalhe
Modelo deste guia 57 — transporte de carga
Referência técnica MOC 4.00 e atualizações oficiais aplicáveis
Ambientes Homologação (2) e produção (1)
Documento auxiliar DACTE

Exemplo de XML para conferência

<!-- Fragmento didático: incompleto, sem assinatura e sem autorização. -->
<vPrest>
  <vTPrest>1500.00</vTPrest>
  <vRec>1500.00</vRec>
</vPrest>

Passo a passo

1

Confirme os requisitos

Identifique a prestação, a UF e o modelo. Confira credenciamento, cadastro e certificado compatível com o emissor.

2

Configure ambiente e leiaute

Teste em homologação e confira endpoint, série, numeração e atualizações antes de operar em produção.

3

Preencha a prestação

Confira partes, tomador, locais, documentos da carga, valores e tributação aplicável.

4

Valide e transmita

Gere e assine o XML no emissor, valide o schema e envie ao autorizador. Leia o retorno.

5

Confira a autorização

Guarde o protocolo. Trate rejeições pela causa e consulte a situação quando faltar resposta antes de reenviar.

6

Organize os documentos

Disponibilize o DACTE e preserve XML, protocolo e eventos conforme as obrigações de sua operação.

Perguntas frequentes

O Flow Fiscal emite CT-e?

Este guia não oferece emissão pelo Flow Fiscal. Consulte a oferta atual para gestão de documentos recebidos. O FideFlow ERP está em desenvolvimento, sem acesso ou contratação liberados na prévia pública.

Qual a diferença entre CT-e e CT-e OS?

O guia trata do CT-e de carga, modelo 57. O CT-e OS é o modelo 67 e tem regras próprias; não reutilize seu preenchimento sem verificar o documento e a operação.

Preciso de certificado digital para emitir CT-e?

No fluxo convencional descrito pelo MOC, utiliza-se certificado ICP-Brasil A1 ou A3. Confira os requisitos de titularidade, credenciamento e compatibilidade do emissor escolhido.

O DACTE é o XML autorizado?

Não. É um documento auxiliar com informações para acompanhar e consultar a prestação. Confira o XML, sua autorização e os eventos; uma representação impressa não demonstra sozinha a situação atual.

Posso usar o XML de exemplo para emitir?

Não. O trecho apresentado é apenas didático, incompleto e sem assinatura ou autorização. O emissor deve gerar o documento conforme os schemas e regras vigentes.

Fontes e escopo do produto

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